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O Gigante do Covão da Nogueira


O gigante da serra conhecido por “Gretas” do seu verdadeiro nome Joaquim Pereira, primeiro filho de Manuel Pereira e de Joanna de Jesus, nasceu a 18 de fevereiro de 1849 na localidade do Covão da Nogueira, então freguesia de Alvados, hoje de São Bento.

Joaquim e seus outros irmãos dedicavam-se ao cultivo das terras como era natural nesse tempo. A estrutura física de Joaquim era maior porque ela tinha cerca de dois metros de altura. Os vizinhos deram por alcunha “O Gretas”. No ano de 1869, quando Joaquim tinha os seus vinte anos foi efetuar o seu serviço militar. Contam os populares que durante o seu serviço militar Joaquim envolveu-se em confrontos com outros militares no quartel e um deles acabou por falecer em circunstâncias não esclarecidas.

Durante o seu serviço e devido a sua estrutura, Joaquim tinha dupla refeição, mas também fazia o dobro do seu tempo de guarda.

No final do seu tempo Joaquim voltou para a sua terra e continuou a sua vida, ganhando a “jorna” nas diferentes localidades da serra. Tinha duas ocupações, cortar mato e construir muros e segundo dizem os populares que Joaquim devido a sua altura construía esses muros ou parte da altura entre as suas pernas. As histórias são muitas sobre Joaquim “Gretas”.

Um dia um homem contratou-o para cortar mato juntamente com outras duas pessoas, mas estas não se apresentaram ao trabalho e Joaquim disse par o homem para não se preocupar que o mato seria todo cortado, mas para isso tinha que comer a parte da refeição dos dois trabalhadores que não tinham vindo. Assim foi e no final do dia o mato estava cortado e carregado.

Noutra ocasião Joaquim foi cortar mato na localidade de Cabeço das Pombas (freguesia de São Bento) e nesse dia ali perto um homem com os seus dois filhos andavam a construir uma parede par fechar um terreno.

Em certa altura e certamente para adiantar a construção eles necessitavam de uma pedra maior e pegaram na carroça das vacas para o seu transporte. Eles tentaram deslocar o rochedo para um lado e para o outro e isto durante várias horas. O Joaquim ali perto a cortar o seu mato observava, mas não dizia nada. Ele via bem que eles não tinham solução para carregar aquele rochedo e não aguentando mais aquele espetáculo foi ter com eles e disse-lhes para eles se afastarem, o que eles fizeram. Joaquim abraçou a dito rochedo, levantou-o e colocou-o no carro das vacas.

Na história aqui na serra não foi conhecido outro homem com esta força, cada dedo fazia dois de qualquer homem. Ainda hoje se usa o termo "És grande como o Gretas"

Publicado por: Freguesia de São Bento - Porto de Mós

Publicado em: 13-05-2026

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